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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Egito não será o mesmo país de antes dos protestos, diz Obama

   O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reiterou neste domingo que deseja uma transição "ordenada e significativa" no Egito, que dê um passo rumo a um "governo representativo", e afirmou que o país "não voltará a ser o que era", acrescentando que o momento para mudança é agora. 
   Em entrevista à emissora de TV americana Fox News, Obama assegurou que o ditador egípcio, Hosni Mubarak, tem sido um aliado dos EUA durante muito tempo. 
   Questionado sobre se Mubarak deixará o poder após três décadas, Obama respondeu que apenas o mandatário egípcio sabe o que irá fazer diante dos protestos diários --que completaram 13 dias consecutivos neste domingo. Mas destacou o desejo dos egípcios por mudança:
"O povo egípcio quer liberdade, eleições justas e livres, quer um governo representativo", afirmou. "Temos dito que [o governo] tem que começar a transição agora." 
Quando perguntado sobre se Mubarak deixará o poder após três décadas, Obama respondeu.
Mais cedo, em entrevista à CNN, o premiê egípcio, Ahmed Shafiq, havia dito que Mubarak permanecerá no poder até setembro, quando devem ser realizadas eleições presidenciais. 
"Aqui no Egito insistimos na continuidade de seu mandato até o final de setembro", declarou Shafiq, que ressaltou que "é preciso cobrir muitos pontos antes que ele saia". 
"Acho que realmente necessitamos de sua presença", acrescentou o premiê, ao destacar que se Mubarak seguir à frente do país até setembro será muito mais fácil completar a missão que têm em mãos. 
Na entrevista à Fox News, Obama afirmou ainda acreditar que a Irmandade Muçulmana é apenas uma facção no Egito e que o grupo não tem apoio majoritário no país, mas que eles são bem organizados e que há algumas linhas de sua ideologia que são antiamericanas. 

As declarações foram feitas no mesmo dia em que o vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, e representantes da oposição --incluindo a Irmandade Muçulmana-- negociaram um acordo para fazer reformas na Constituição e encerrar a Lei de Emergência, vigente no país desde 1981.

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