O presidente egípcio, Hosni Mubarak, tentou ganhar tempo frente aos protestos de rua contra seu regime, prometendo nesta segunda-feira aumentar o salário dos funcionários públicos em 15%. (Sério, que atitude impressionante. Não consegue enxergar a queda da ditatura.)
O ditador de 82 anos reuniu-se pela primeira vez com seu novo gabinete, enquanto o regime luta para fazer a economia mover-se novamente, apesar dos protestos por parte de ativistas pró-democracia que ocupam a principal praça do Cairo, no centro da cidade.De acordo com a agência de notícias Mena, o gabinete aprovou um plano para aumentar o salário do setor público em 15% a partir de abril e gastar mais de 940 milhões de dólares em aumentos nas aposentadorias.
O aumento poderá reafirmar o apoio dos partidários de Mubarak ao regime, como membros da grande burocracia estatal e das forças de segurança, mas não havia sinais de que os manifestantes que já completam duas semanas na praça Tahrir cederiam. (É isso ai, viva a democracia!) O governo informou que os partidos concordaram em formar um comitê em março para examinar emendas constituicionais, enquanto seriam analisadas as reclamações sobre o tratamento dado a prisioneiros políticos e afrouxar o controle sobre a mídia. Uma estrita lei de emergência poderá ser levantada "dependendo da situação de segurança", informou o governo.
Enquanto Mubarak afirmou estar "cheio" do poder, disse que precisa ficar no governo até as eleições presidenciais de setembro para garantir a estabilidade - mas as frustrações dos manifestantes estão agora encontrando eco no exterior. O chanceler da Espanha afirmou que as eleições precisam ser levadas adiante, mas a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que uma eleição antecipada traria complicações caso não haja organização entre os grupos de oposição. Mas isso não teve impacto na praça Tahrir, onde os manifestantes mantiveram as demandas para a saída imediata de Mubarak, não acreditando nas intenções do ditador de deixar o poder depois de três décadas.

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